The Perfume Route - Oriental Plants and Fragrances Course Curso A rota dos perfumes - plantas e fragrâncias orientais
Workshops & talks 45€
Workshop on the perfume route, exploring oriental plants and fragrances with Luís Mendonça de Carvalho, covering history, extraction techniques and sampling of essences.
Full details Brief Introduction
THE ROUTE OF PERFUMES, ORIENTAL PLANTS AND FRAGRANCES
With Luís Mendonça de Carvalho
DATE | Saturday | 31 October
TIME | 2:00 PM to 6:00 PM
PARTICIPANTS | Min. 14 Max. 25
PRICE | €45
Programme
The programme of this workshop explores perfume as a form of cultural language deeply rooted in the relationship between humans and the plant world. Plants emerge as protagonists, both for their physiology, which produces aromatic compounds, and for their symbolic and historical role.
1. Perfume as cultural language
Perfume constitutes a form of symbolic and culturally coded expression, resulting from the interaction between plant physiology, technique and human sensibility. In the East, perfumes have a long and ancient history in rituals and medicine, acting as mediators between the body and the sacred, as well as for personal use.
2. Historical synthesis
From the aromatic resins burned in the temples of Egypt and Mesopotamia to the distillations made by the Arabs, the history of perfume reflects the circulation of aromatic raw materials through the trade routes of the East. India, Arabia and Southeast Asia were centres of domestication and export of fragrant plants that shaped Greek, Roman and, later, European perfumery. From the 18th century onwards, the European perfume industry began to centre around the French city of Grasse, which to this day remains a world reference in perfume manufacturing.
3. Olfactory families and sensory classification
Introduction to the olfactory families used in perfumery (woody, floral, citrus, fougère, chypre, oriental, etc.).
4. Traditional extraction techniques
Brief history of the techniques for obtaining aromatic compounds: (1) enfleurage and absorption of volatile compounds in solid fat; (2) steam distillation, with thermal separation of essential oils from plant tissues; (3) solvent distillation; (4) maceration and diffusion of aromatic principles in oils or alcohol.
5. Secretory structures and secondary metabolism of plants
Aromatic substances derive from plant secondary metabolism and are produced in specialised secretory structures, glandular trichomes, resin canals, secretory pockets and oil cells, located in leaves, petals, barks and rhizomes. These volatile compounds perform ecological functions (attraction of pollinators, defence against herbivores and microorganisms) and constitute the natural basis of perfumery.
6. Raw materials of plant and animal origin
Aromatic resins and woods (frankincense/olibanum, myrrh, Siam benzoin, Sumatra benzoin, sandalwood, storax, agarwood, vetiver); fragrant flowers and leaves (jasmine, damask rose, ylang-ylang, osmanthus, neroli, gardenia, patchouli); spices (galbanum, cinnamon, clove, cardamom, nutmeg, black pepper); raw materials of animal origin (ambergris, civet, musk).
During the workshop, participants will be able to try essences extracted from all the raw materials studied.
7. Bibliography
Supporting bibliography will be provided, intended to consolidate the topics covered and deepen the study.
Luís Mendonça de Carvalho
Biologist (UTAD), master's in plant biochemistry (University of Lisbon), PhD in systematics and
Show original (Portuguese) Breve Introdução
A ROTA DOS PERFUMES , PLANTAS E FRAGRÂNCIAS ORIENTAIS
Com Luís Mendonça de Carvalho
DATA | Sábado | 31 Outubro
HORAS |14.00 às 18.00
PARTICIPANTES | Min. 14 Max. 25
PREÇO | € 45
Programa
O programa desta oficina explora o perfume como uma forma de linguagem cultural profundamente enraizada na relação entre os humanos e o mundo vegetal. As plantas surgem como protagonistas, tanto pela sua fisiologia , produtora de compostos aromáticos , como pelo seu papel simbólico e histórico.
1. Perfume como linguagem cultural
O perfume constitui uma forma de expressão simbólica e culturalmente codificada, resultante da interacção entre fisiologia vegetal, técnica e sensibilidade humana. No Oriente, os perfumes têm uma longa e milenar história em rituais e medicina, actuando como mediadores entre o corpo e o sagrado, assim como para uso pessoal.
2. Síntese histórica
Desde as resinas aromáticas queimadas nos templos do Egipto e da Mesopotâmia até às destilações feitas pelos árabes, a história do perfume reflete a circulação de matérias-primas aromáticas através das rotas comerciais no Oriente. A Índia, a Arábia e o Sudeste Asiático foram centros de domesticação e exportação de plantas odoríferas que moldaram a perfumaria grega, romana e, posteriormente, europeia. A partir do século XVIII, a indústria de perfumes europeia começou a centrar-se em redor da cidade francesa de Grasse que, ainda hoje, é uma referência mundial no fabrico de perfumes.
3. Famílias olfativas e classificação sensorial
Introdução às famílias olfativas utilizadas em perfumaria (amadeirada, floral, cítrica, fougère, chipre, oriental, etc.).
4. Técnicas tradicionais de extração
Breve história das técnicas de obtenção de compostos aromáticos: (1) enfleurage e absorção de compostos voláteis em gordura sólida; (2) destilação a vapor, com separação térmica de óleos essenciais de tecidos vegetais; (3) destilação com solventes; (4) maceração e difusão de princípios aromáticos em óleos ou álcool.
5. Estruturas secretoras e metabolismo secundário das plantas
As substâncias aromáticas derivam do metabolismo secundário vegetal e são produzidas em estruturas secretoras especializadas , tricomas glandulares, canais resiníferos, bolsas secretoras e células oleíferas , localizadas em folhas, pétalas, súberes e rizomas. Esses compostos voláteis desempenham funções ecológicas (atração de polinizadores, defesa contra herbívoros e microrganismos) e constituem a base natural da perfumaria.
6. Matérias-primas de origem vegetal e animal
Resinas e madeiras aromáticas (incenso/olíbano, mirra, benjoim-do-sião, benjoim-da-samatra, sândalo, estoraque, pau-d’áquila, vetiver); flores e folhas odoríferas (jasmim, rosa-de-damasco, ylang-ylang, osmanto, neroli, gardénia, patchouli); especiarias (gálbano, canela, cravinho, cardamomo, noz-moscada, pimenta-preta); matérias-primas de origem animal (âmbar-cinzento, civeta, almíscar).
Durante a oficina, os participantes poderão experimentar essências extraídas de todas as matérias-primas estudadas.
7. Bibliografia
Será disponibilizada bibliografia de apoio, destinada à consolidação das matérias abordadas e ao aprofundamento do estudo.
Luís Mendonça de Carvalho
Biólogo (UTAD), mestre em bioquímica de plantas (Universidade de Lisboa), doutor em sistemática e morfologia de plantas (Universidade de Coimbra), visiting scholar na Universidade de Harvard, professor coordenador no Instituto Politécnico de Beja, diretor do Museu Botânico do IPBeja e titular da Cátedra UNESCO em Etnobotânica.
Em caso de desistência:
Haverá lugar ao reembolso do valor total da inscrição quando a desistência for comunicada até 8 dias úteis antes da actividade. Depois dessa data, o reembolso só poderá ser considerado se o lugar for preenchido ou em situações de doença, acidente, ou outros imponderáveis de força maior, devidamente comprovados.
Caso a actividade não se realize por falta de participantes, ou por outro motivo, o valor da inscrição será devolvido na sua totalid