Noémia Delgado, o cinema no singular
Cinema
Sábado, 3 de outubro · até 14 10
A Cinemateca Portuguesa dedica uma retrospetiva a Noémia Delgado (1933-2016), cineasta de obra breve mas fundamental, que circulou entre o cinema etnográfico e as várias artes.
Noémia Delgado (1933-2016), a quem agora dedicamos uma curta, mas fundamental retrospetiva, é autora de uma obra pouco conhecida, que merece ser redescoberta. Curta, pois é curta a sua obra, dado que foram poucos os filmes que conseguiu realizar, entre os muitos projetos que deixou escritos, correspondendo a maior parte da sua filmografia (acabada) a títulos para a televisão. (…). Em paralelo com um “cinema revolucionário”, que emergiu em abril de 1974 associado à urgência de registo do presente, no mesmo período surge todo um núcleo de filmes de cariz etnográfico, que interrogam as raízes míticas e simbólicas do imaginário português. Movimento muito expressivo na produção cinematográfica de então, que se relaciona com o trabalho desenvolvido pelo Centro Português de Cinema, cooperativa de que Noémia fez parte, e com a qual rompeu, em que sobressai um filme como MÁSCARAS, dada a sua sensibilidade invulgar. (…). Se o cinema de Noémia Delgado é aqui “conjugado no singular”, também o é pelo modo como, encontrando resistência na afirmação da sua prática enquanto cineasta, circula ao longo dos anos entre as várias artes , o cinema, a escultura, a pintura, o desenho e a escrita , , que se alimentam mutuamente. Cinemateca Portuguesa. Programação aqui. Noémio Delagdo retrospetiva.