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Lado B.B. - Retrospetiva Brigitte Bardot

Lado B.B. - Retrospetiva Brigitte Bardot

Cinema 3,20€

Quinta-feira, 1 de outubro · até 17 10

Cinemateca Portuguesa Santo António · Lisboa

A Cinemateca Portuguesa presta, pela primeira vez, homenagem a Brigitte Bardot com uma retrospetiva que percorre a carreira da atriz — do mito criado por Roger Vadim à entrega à causa animal — e a sua faceta musical, com um «videoclipe-surpresa» projetado em cada sessão. Bilhete a 3,20€.

Brigitte Bardot “Após uma juventude dedicada , e sacrificada , ao cinema, fundou e geriu a partir de La Madrague uma fundação em defesa dos direitos dos animais. Como chegou a dizer, “Dei a minha beleza e a minha juventude aos homens. Agora vou dar a minha sabedoria e a minha experiência aos animais” (citada por Carla Quevedo em Vidas Perfeitas: Um Livro de Obituários ). Transformada pelos homens e pelo cinema em objeto de desejo e de exploração, teve relações tempestuosas com alguns deles, a começar pelo primeiro marido, Roger Vadim, que a projeta para um novo patamar de reconhecimento internacional, participando, com isso, na criação de um dos símbolos sexuais mais incontornáveis do século XX. Ela foi “a” mulher que Deus criou no célebre filme de Vadim em que B.B. contracena com Jean-Louis Trintignant, por quem se apaixonou on e off screen, precipitando o fim do casamento com o realizador, ainda que permanecessem amigos e parceiros profissionais. (…). Pensou na morte cada dia da sua vida e, de facto, a fatalidade ou o fatalismo está bem presente numa parte significativa dos filmes que lhe deram fama, numa carreira vivida intensamente, iniciada na adolescência e concluída cedo, quanto contava somente com 39 primaveras, idade com que se retira do showbiz para se dedicar à causa animal. (…). Se há o lado agreste e danado e o lado sensual e sensível na história on e off screen, se temos o lado do cinema (e dos homens) e o dos animais (e da política), importa relembrar a carreira musical da atriz, que vai muito além da gravação que fez com Serge Gainsbourg, em 1967, pré-Jane Birkin, de Je t’aime… moi non plus. As mais populares músicas de Bardot, algumas contando com a colaboração de Gainsbourg, foram celebradas na televisão em telediscos da autoria de François Reichenbach, cineasta algo esquecido da Nouvelle Vague. (…) Sons e imagens a que a Cinemateca Portuguesa, pela primeira vez, presta homenagem, prevendo projetar um “videoclipe-surpresa” para cada sessão. Cinemateca Portuguesa. Programação aqui. 3,20 € - preço normal (ver descontos aplicáveis). Brigitte Bardot Festa do Cinema Francês retrospetiva.

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