Chloé Azzopardi
Outro
Sábado, 17 de outubro · até 14 11
Série de ficção futurista em que Chloé Azzopardi explora outras formas de coabitação com o mundo vivo, criando dispositivos não tecnológicos a partir de elementos naturais e ciborgues orgânicos que imaginam alternativas ao progresso técnico.
Esta série é uma ficção futurista na qual a artista explora outras formas de coabitação com o mundo vivo e abre caminhos de reflexão sobre o que poderá ser uma iconografia da autodefesa ecológica. Os dispositivos não tecnológicos são ferramentas compósitas feitas a partir de elementos naturais recolhidos e montados com fios para imitar os dispositivos tecnológicos que povoam o nosso quotidiano. Entre produções rudimentares e criações de ficção científica, estes objetos são tanto prolongamentos do corpo como são estorvos. Associados a artefactos inventados, criam um universo ficcional que funciona como um espelho das nossas fantasias sobre o “futuro”. Com este projeto, a artista deseja criar outros desejos, gerar imagens que possam servir de recurso para os nossos imaginários. Perante os nossos sonhos de um mundo hiperartificializado, como repensar a noção de progresso? Como fazê-la servir o bem comum em vez de alimentar uma corrida ao progresso técnico motivada unicamente pelo próprio progresso? Tentando ir mais além não só de uma nostalgia ingénua por um «regresso à natureza», como do otimismo cego do solucionismo tecnológico, a artista procura narrativas que nos possam ajudar a combater o nosso desencorajamento político e a agir perante a destruição ambiental. Através da ficção e do jogo, ela imagina formas alternativas de conceber vidas aumentadas, criando ciborgues orgânicos cujo objetivo é inscrever a presença humana no ambiente de modo alternativo. Quarta a sábado, das 14h30 às 18h30. fotografia Imago Lisboa Photo.