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Itinerários de Lisboa

Itinerários de Lisboa

Outro

Sexta-feira, 9 de outubro · até 27 11

Divisão de Promoção e Comunicação Cultural Lisboa

Percursos pedestres temáticos que levam munícipes e visitantes à descoberta de Lisboa — da história do município ao bairro de Campo de Ourique, dos lugares da Inquisição aos palácios e conventos dos Barbadinhos e à Lisboa romana — com rotas definidas e conduzidas por técnicos da autarquia.

Os Itinerários de Lisboa levam os munícipes e visitantes à descoberta da cidade. Elaborados a partir de vários temas, abordam a vida quotidiana da cidade, o património edificado e literário, as ruas e as paisagens urbanas. Cada tema é preparado e conduzido por técnicos da autarquia, que definem o percurso e o percorrem a pé. Programa: 9 outubro: 10h. HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE LISBOA. Elevada a município na época romana Lisboa foi gerida a partir da alcáçova do Castelo pelo alcaide mouro. Recebeu foral em 1179, durante o reinado de D. Afonso Henriques. O governo municipal fazia-se no adro da Sé, passando, no século XIV, a reunir junto à Igreja de Santo António. Esta organização manteve-se até à divisão eclesiástica da cidade no século XVIII. Entre 1717 e 1741 funcionou uma segunda Câmara junto ao Hospital Real de Todos os Santos. Após o Terramoto de 1755, foi projetado um novo edifício para os Paços do Concelho, no local onde permanece até hoje. 13, 29 outubro, 10 novembro: 10h. O BAIRRO DE CAMPO DE OURIQUE. Antes do grande Terramoto de 1755 a zona onde se viria a erguer o bairro de Campo de Ourique era um extenso planalto. Logo após o sismo, foi um local procurado como refúgio por muitos desalojados. Um itinerário que parte da Igreja do Santo Condestável, mostrando o património, ruas, lojas e jardins de Campo de Ourique. 13 outubro, 17, 27 novembro: 10h. OS LUGARES DA INQUISIÇÃO. Em 1536, no reinado de D. João III, estabeleceu-se em Portugal a Inquisição e o Tribunal do Santo Ofício. Neste, que funcionou até 1821, eram julgadas as heresias que ameaçavam a Igreja Católica. Em Lisboa, a sua sede localizava-se no Rossio, no antigo palácio dos Estaus, próximo do local onde atualmente se ergue o Teatro Nacional D. Maria II. O Rossio foi também palco de diversos autos de fé, cerimónias públicas de punição dos condenados pela Inquisição. Neste itinerário, percorremos alguns dos lugares relacionados com esta instituição, desde o Rossio até à Praça do Comércio. 14, 15, 21, 22, 28 outubro: 10h. PALÁCIOS E CONVENTOS DOS BARBADINHOS. Os monges barbudos da Ordem dos Frades Menores Capuchos da Província da Calcedónia, que aqui se instalaram no século XVII, marcaram esta zona oriental da cidade. O convento dos Barbadinhos Italianos, fundado por iniciativa da coroa portuguesa para acolher frades estrangeiros, é o ex-libris do bairro. Na sua cerca construiu-se no final do século XIX a Estação Elevatória das Águas que hoje acolhe o Museu da Água. O bairro é também marcado por palácios discretos, muitos deles casas de antigas quintas senhoriais do século XVIII, que serviam de retiro a famílias nobres. 15 outubro, 12 novembro: 10h. LISBOA ROMANA. Descubra a fascinante Lisboa Romana através de um roteiro cultural pedestre que revela os vestígios da antiga Olisipo, cidade florescente do Império Romano. O percurso passa por locais emblemáticos como as ruínas do Teatro Romano e a zona religiosa, termal e industrial. Ao longo do trajeto, é possível conhecer a vida quotidiana, a engenharia e os rituais dos romanos que habitaram a colina junto ao Tejo. Uma viagem a pé pela Lisboa subterrânea e histórica, onde o passado emerge discretamente no coração da cidade moderna. 16 outubro: 10h. OLIVAIS ANTIGO. Zona de ocupação muito antiga, com vestígios pré-históricos e romanos, os Olivais tornaram-se paróquia no século XIV. Segundo a lenda, foi nessa altura que se encontrou, no interior de uma oliveira, uma imagem de Nossa Senhora. Em sua honra, ergueu-se uma igreja dedicada a Santa Maria dos Olivais. Inicialmente uma zona de carácter agrícola, os Olivais conheceram um período de crescimento no século XVI e, mais tarde, tornaram-se um local de eleição para a nobreza, que aí mandou construir as suas quintas de recreio. 20 outubro, 17 novembro: 10h. LISBOA MAÇÓNICA. A Maçonaria é uma das ordens iniciáticas mais comentadas, respeitadas, contestadas e envoltas em polémica ao longo da História. Como contraponto à influência religiosa, afirma a primazia do Homem, tendo desempenhado um papel decisivo em diversos acontecimentos marcantes na Europa. Este itinerário convida à redescoberta de alguns factos acessíveis aos não iniciados, bem como da simbologia maçónica que pontua a cidade , visível a todos, mas nem sempre reconhecida. 20, 23, 27 outubro, 13, 24 novembro: 10h. DO AREEIRO A ALVALADE. A Praça do Areeiro com os seus edifícios singulares projetados pelo arquiteto Luís Cristino da Silva é um dos pontos centrais da cidade, ligando as avenidas Almirante Reis e a Gago Coutinho, esta última conduzindo ao aeroporto de Lisboa. Planeada em 1938, pelo engenheiro Duarte Pacheco , então Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e mais tarde Ministro das Obras Públicas , só foi concretizada no fim da década de 1940. Neste percurso, explora-se a história do Areeiro e a sua ligação ao Bairro de Alvalade, integrado num programa de expansão e de urbanização da cidade de Lisboa. 22 outubro, 3 novembro: 10h. O BAIRRO DE CAMPOLIDE I. Na Idade Média, a paisagem do atual Bairro de Campolide era marcada pelos campos de cultivo, onde se destacavam as vinhas. A grande alteração chegou com a construção do Aqueduto das Águas Livres, obra monumental que pretendeu solucionar o problema do abastecimento de água na cidade, e que trouxe a fixação de muitos dos trabalhadores. O crescimento da população e o desenvolvimento urbano dos séculos XIX e XX moldaram a identidade deste sítio, desvendada neste percurso. 27 outubro, 5, 24 novembro: 10h. O BAIRRO DE CAMPOLIDE II. Na Idade Média, a paisagem do atual Bairro de Campolide era marcada pelos campos de cultivo, onde se destacavam as vinhas. A grande alteração chegou com a construção do Aqueduto das Águas Livres, obra monumental que pretendeu solucionar o problema do abastecimento de água na cidade, e que trouxe a fixação de muitos dos trabalhadores. O crescimento da população e o desenvolvimento urbano dos séculos XIX e XX moldaram a identidade deste sítio, desvendada neste percurso. 4, 5, 11, 12 novembro: 10h. O BAIRRO DA BICA , UMA VARANDA SOBRE O TEJO. Há bairros que se atravessam e há bairros que se vivem. A Bica pertence ao segundo grupo. Espalhando-se pela encosta que desce em direção ao Tejo, a Bica guarda a memória de antigos pescadores, varinas, marinheiros e das gentes que fizeram deste bairro um dos mais autênticos da capital. Aqui convivem tradição e modernidade, fado e arte urbana, onde cada rua parece abrir uma nova perspectiva sobre a cidade, como se Lisboa se transformasse, a cada esquina, numa imensa varanda voltada para o rio. 5 novembro: 10h. A CERCA FERNANDINA I. Entre 1373-1375 foi erguida em Lisboa, por ordem do rei D. Fernando I, a cerca fernandina para defesa da cidade das investidas castelhanas. Tinha à época 77 torres, 38 portas e 6 km de extensão. Nestes itinerários percorrem-se os dois lanços, ocidental e oriental, e contam-se histórias sobre a sua construção. 10 novembro: 10h. A CERCA FERNANDINA II. Entre 1373-1375 foi erguida em Lisboa, por ordem do rei D. Fernando I, a cerca fernandina para defesa da cidade das investidas castelhanas. Tinha à época 77 torres, 38 portas e 6 km de extensão. Nestes itinerários percorrem-se os dois lanços, ocidental e oriental, e contam-se histórias sobre a sua construção. 14 novembro: 10h30. MOCAMBO: MEMÓRIAS AFRO-LISBOETAS DA MADRAGOA. Percurso que convida a descobrir uma das histórias de Lisboa menos conhecidas. Através de ruas, largos, edifícios e topónimos este itinerário revela a presença das comunidades africanas e afrodescendentes que, desde o século XVI ao século XVIII, viveram, trabalharam e contribuíram para a cidade de Lisboa. 20 novembro: 10h. O ARQUITETO CARLOS MARDEL E OS CHAFARIZES DE LISBOA. Em 1731, de forma a responder ao problema de escassez de água em Lisboa, o rei D. João V decretou a construção do Aqueduto das Águas Livres, uma obra pública e monumental que implicou a construção de chafarizes, reveladores de novas praças e largos da cidade. Alguns destes são da autoria do arquiteto Carlos Mardel, que se fixou em Portugal e foi também uma das figuras com protagonismo na reconstrução da cidade após o Terramoto de 1755. 28 novembro: 10h30. OS PASSOS DE ANA E MARIA SEVERA NA MADRAGOA OITOCENTISTA. Itinerário pelas ruas da Madragoa, um dos locais onde Maria Severa viveu e cresceu, revisitando o ambiente social e popular que marcou a sua breve existência. Entre tabernas, casas de jogo, ruas de trabalhadores, e espaços de sociabilidade, recordaremos também Ana Gertrudes, sua mãe e taberneira, e o quotidiano familiar que enquadrou a vida da futura figura lendária do fado. Marcações: [email protected]. 218 170 742, a partir do 1.º dia útil do mês que antecede o itinerário, das 10h30 às 12h30 e das 14h30 às 16h30. NÃO SE REALIZAM MARCAÇÕES PRESENCIALMENTE. 4,35 € - Bilhete simples (1 visita). 7,24 € - Bilhete duplo (2 visitas ou duas pessoas). 29,20 € - Voucher 10 Itinerários. ar livre património.

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