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IBEYI at Capitólio, Lisbon 2026

20:30 Capitólio Arroios Lisboa

Música ao vivo

As gémeas franco-cubanas Ibeyi trazem a sua mistura de soul, ritmos iorubá e eletrónica ao Capitólio a 2 de dezembro de 2026, numa noite com o selo Primavera Sound e 7% de desconto para clientes Revolut.

Exposições, ciclos e atrações 309 eventos

The Sleeves

Música ao vivo 12€

Terça-feira, 17 de novembro · 21:00

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Galeria Zé dos Bois Bairro Alto · Lisboa

O duo de Tara Cunningham e Jack Cooper junta guitarra improvisada a um renascimento do slowcore, numa música de calma fabulosa onde a plenitude está no que fica por preencher.

Detalhes completos

Para quem, em duo, cria música tão esparsa, surpreende como Tara Cunningham e Jack Cooper (ambos de Modern Nature, ele também de Ultimate Painting e colabora com os Apartment House) soam tão fluídos, sem misturar contenção com tensão ou controlo com ansiedade. Música de guitarra, The Sleeves juntam guitarra improvisada a uma espécie de renascimento de slowcore. Ouvir o álbum homónimo, editado neste ano, é como entrar numa cápsula do tempo e escutar Low pela primeira vez. A comparação é algo injusta para os Low, porque o trio era único , e, mais para o final, imprevisível -, mas os The Sleeves concentram bem a fórmula de fazer muito, com pouco. E é por aí que pensamos nos Low. A celeridade com o uso das palavras também ajuda. Mas uma comparação é apenas uma comparação. The Sleeves têm mérito próprio. O segredo está na tal fluidez, que se manifesta nas guitarras, que correm linhas sem fim, encontrando uma solução para o momento seguinte, e como as palavras e frases se justificam a si mesmo, mesmo quando muitas vezes parecem incompletas. O propósito é simples, nas canções de The Sleeves sentimos que há sempre algo por fazer e ambos os músicos são exímios a transmitir isso, pela forma como completam as ideias com algo inacabado. É música que diz tudo porque fica algo por dizer e que transmite que está tudo bem. Por isso é que o controlo não tem ansiedade, porque não é bem controlo, por isso é que a ansiedade nunca se concretiza, porque não há nada com que estar ansioso. Aceita-se que as coisas estão bem assim, como estão. A plenitude de The Sleeves existe naquilo que fica por preencher. O que ouvimos nos silêncios, o que sentimos quando uma ideia parece ter terminado a meio, o que nos apetece fazer quando uma canção termina num murmúrio (de voz, de guitarra, tanto faz) e se fica pendurado numa resposta. Talvez não haja resposta. Os The Sleeves são um belo compromisso do que fica no meio entre sugestão e a realização, com uma fabulosa calma, um relaxe que de facto relaxa. São o ASMR musicado que nunca esperaram ouvir. AS.

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