Rosa Barba
Outro
Segunda-feira, 28 de setembro
Na sua primeira grande exposição em Portugal, no CAM, Rosa Barba apresenta uma nova narrativa site-specific em que a película de celuloide e os aparelhos cinematográficos funcionam também como elementos escultóricos, numa reflexão sobre a impermanência do tempo e do espaço.
Para a sua primeira grande exposição em Portugal, Rosa Barba apresenta uma nova narrativa site-specific e temporal, inspirando-se e expandindo uma série de temas conceptuais que tem explorado ao longo dos anos. O trabalho de Rosa Barba (Itália, 1972) aborda frequentemente a justaposição de paisagens naturais e alterações ambientais provocadas pelo ser humano, histórias de arquivo e visões do futuro, proximidades entre astronomia e cinema e o recurso a não-atores como testemunhas. No centro desta abordagem reside uma reflexão contínua sobre a impermanência , dos materiais, das imagens e do próprio pensamento. No CAM, estas preocupações manifestam-se na presença física da película de celuloide e de aparelhos cinematográficos, utilizados não só para criar imagens em movimento, mas também elementos escultóricos que vivem por si só. A exposição funciona como um filme tridimensional e, simultaneamente, como uma partitura musical , na qual o cinema permite que tempo e espaço vibrem, se desmoronem, se sobreponham e se expandam.