Living Room x ZDB: mu tate + Violet Música en vivo 12€
Concierto que reúne al productor mu tate y Violet, con un enfoque inmersivo y artesanal de la música ambiental y electrónica.
Detalles completos Breve Introducción
Si en las últimas décadas el término ambient se ha consolidado, en gran medida gracias al trabajo visionario de Brian Eno y al reconocimiento más amplio de su obra, las múltiples interpretaciones que siguieron han reconfigurado sus premisas. En el amanecer del milenio, Fennesz, Jan Jelinek, Gas o Tim Hecker llevaron este estado de ánimo al umbral de expresiones cada vez más demarcadas por la exploración textural y la búsqueda de la sinestesia. Desde las visiones caleidoscópicas de los discos de Basic Channel hasta el filtro distópico de Burial, entre muchos otros, la dimensión sensorial se intensificó y se expandió en múltiples direcciones. Menos quirúrgica y más artesanal, la crema del género aglutina hoy memorias de la cultura pop, impresiones de la vida cotidiana y una naturaleza orgánica, casi tan espontánea como incontrolable – lo que hace que todo sea más vivo que nunca. Y, en pleno 2026, no faltan ejemplos de la calidad exploratoria que reina en estas frecuencias.
El productor mu tate es una pieza clave para comprender este momento. Partiendo de las herencias documentales y musicales de su familia, gran parte de su trabajo gravita en torno a la idea de rescate temporal, cruzándola con la materia sonora que nos rodea diariamente, a menudo sin que siquiera nos demos cuenta. Se trata de un proceso inmersivo de disolución de las formas, que acaba por transformar hasta la propia experiencia de escucha. Life of mu, editado en abril pasado, revela desde luego una paleta amplia de dinámicas, vagamente más adyacentes, en un estado híbrido con beats disimulados, integrados en un ya habitual viaje acuoso cuya capacidad de sorprender permanece intacta.
Por otro lado, las conexiones con nombres como Space Afrika, Racine o NEXCYIA, así como las residencias en la plataforma de webradio NTS, demuestran la presencia constante y simbólica de este productor originario de Letonia, pero radicado en Berlín.
En una época marcada por una intensa y controvertida discusión pública en torno a la IA y los riesgos creativos que de ella se derivan, mu tate es, posiblemente, capaz de firmar la música más humana de nuestro tiempo. Con los brazos abiertos a la inquietud, a la exploración del error y a la imprevisibilidad con que esta se manifiesta. Pura meditación fluida, en la sintonía correcta – y al alcance de todos.
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Violet
En su ciudad natal, Lisboa, Violet es una figura multifacética en el panorama de la música electrónica, contribuyendo a la escena local desde varios ángulos. Como cofundadora de la estación de radio en línea Rádio Quântica, residente en Planeta Manas – el principal espacio DIY de Lisboa – y en la rave queer mina, su trabajo representa una expresión ponderada de la historia política de la dance music, transmitida tanto a través de su voz como de su música. Su portafolio de producción incl...
Ver original (portugués) Breve Introdução
Se nas últimas décadas o termo ambient se consolidou, em grande medida, graças ao trabalho visionário de Brian Eno e ao reconhecimento mais amplo da sua obra, as múltiplas interpretações que se seguiram reconfiguraram as suas premissas. Na aurora do milénio, Fennesz, Jan Jelinek, Gas ou Tim Hecker levaram esse estado de espírito ao limiar de expressões cada vez mais demarcadas pela exploração textural e pela procura da sinestesia. Das visões caleidoscópicas dos discos da Basic Channel ao filtro distópico de Burial, entre tantos outros, a dimensão sensorial intensificou-se e expandiu-se em múltiplas direções. Menos cirúrgica e mais artesanal, a nata do género aglutina hoje memórias da cultura pop, impressões do quotidiano e uma natureza orgânica, quase tão espontânea quanto incontrolável - o que torna tudo mais vívido do que nunca. E, em pleno 2026, não faltam exemplos da qualidade exploratória que reina nestas frequências.
O produtor mu tate é uma peça-chave para compreender este momento. Partindo das heranças documentais e musicais da sua família, grande parte do seu trabalho gravita em torno da ideia de resgate temporal, cruzando-a com a matéria sonora que diariamente nos rodeia, muitas vezes sem sequer nos apercebermos. Trata-se de um processo imersivo de dissolução das formas, que acaba por transformar até a própria experiência de escuta. Life of mu , editado em abril passado, revela desde logo uma paleta alargada de dinâmicas, vagamente mais adjacentes, num estado híbrido com beats dissimulados, integrados numa já habitual viagem aquosa cuja capacidade de surpreender permanece intacta.
Por outro lado, as ligações a nomes como Space Afrika, Racine ou NEXCYIA, bem como as residências na plataforma de webradio NTS, demonstram a presença constante e simbólica deste produtor originário da Letónia, mas radicado em Berlim.
Numa época marcada por uma intensa e controversa discussão pública em torno da IA e dos riscos criativos que dela decorrem, mu tate é, possivelmente, capaz de assinar a música mais humana do nosso tempo. De braços abertos à inquietude, à exploração do erro e à imprevisibilidade com que esta se manifesta. Pura meditação fluida, na sintonia certa - e ao alcance de todos.
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Violet
Na sua cidade natal, Lisboa, Violet é uma figura multifacetada no panorama da música electrónica, contribuindo para a cena local sob vários ângulos. Como cofundadora da estação de rádio online Rádio Quântica, residente no Planeta Manas - o principal espaço DIY de Lisboa - e na rave queer mina , o seu trabalho representa uma expressão ponderada da história política da dance music , transmitida tanto através da sua voz como da sua música. O seu portfólio de produção inclui inúmeros EPs a solo e colaborações com artistas como Ariel Zetina e ELLES, a par de remixes para nomes de referência da música de dança, tais como Matias Aguayo, Steffi, Teto Preto, Kim Ann Foxman e Josh Caffe. O ano de 2019 marcou um marco com o seu álbum de estreia Bed Of Roses , lançado pela Dark Entries, seguido de mais dois LPs: um lançamento de arquivo em 2020 e Transparências (2022), tendo este último recebido o prémio de melhor álbum de música electrónica da Associação Alemã de Críticos. Paralelamente, criou a sua própria editora - a Naive. O EP