Partimos de uma sensação pessoal de impotência: concluímos que a persistência do capitalismo, enquanto mecanismo estrutural de violência e sacrifício, é resistente à crítica e que, na verdade, nutre-se dela. O pensamento crítico como resposta não funciona; acumula-se sem produzir mudança. A partir desta cumulação propomos uma procura pela inversão, pela restituição, pela ação simbólica que pode romper o ciclo de violência e reverter a lógica sacrificial do capitalismo. Auto do CEO posiciona-se como uma alegoria que procura restabelecer uma lógica ancestral de troca , um CEO por um futuro pós-capitalista. E só na tentativa talvez possamos encontrar uma resposta. Ficha técnica: YEP , Young Emerging Performers. Criação de Afonso Abreu; com Afonso Abreu, António Ignês, gabre e Ruben Peres Teixeira.