Mostra Imaginários da Lusofonia - CPLP Audiovisual: 10 anos

Segunda-feira, 9 de novembro – Sexta-feira, 13 de novembro

Cinema Fernando Lopes, Lisboa

Integrada na Conferência Internacional do Audiovisual da CPLP, que assinala os dez anos do Programa CPLP Audiovisual, a Mostra Imaginários da Lusofonia reúne filmes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A iniciativa dá a conhecer diferentes cinematografias de língua portuguesa e histórias que atravessam culturas, memórias e realidades sociais, afirmando o audiovisual como espaço de diálogo entre os países da CPLP. O programa de reflete e debate sobre o futuro do audiovisual lusófono, a cooperação entre os países e as oportunidades de coprodução e circulação de obras. Programa: 9 novembro: 20h | Sessão de abertura. Do Outro Lado do Mundo. De Rui Sérgio Afonso. Angola | Documentário | 52 min. Duas mulheres, duas histórias de amor que cruzam continentes. Deste e do outro lado do mundo, ambas encontram a coragem de mudar o destino e atravessar fronteiras culturais em nome da felicidade. O primeiro passo está dado, o futuro fica em aberto. 10 novembro: 20h. A Felicidade de Margô. De Maurício Eça. Brasil | Ficção | 52 min. Baseado em factos reais, a partir de uma crónica de Drauzio Varella. Margô, profissional do sexo de origem humilde, conhece desde criança a exclusão e a margem. Com passagens a evocar o passado da protagonista, o filme devolve-lhe a dignidade de personagem inteira. 10 novembro: 21h. Canhão de Boca. De Ângelo Lopes. Cabo Verde | Documentário | 52 min. “Canhão de Boca” era a expressão de Amílcar Cabral para a Rádio Libertação, arma mais poderosa do que qualquer arsenal. O documentário ficciona um programa de rádio que cruza duas vozes: Amélia Araújo, que difundiu os ideais da luta pela independência entre 1964 e 1973, e Rosário da Luz, que hoje faz da informação crítica uma forma de resistência. As suas lutas pertencem a tempos distintos, mas partilham a mesma essência. Elegendo a rádio como veículo, o filme pergunta por que continuamos a lutar e propõe que o pensamento próprio é a primeira liberdade. 11 novembro: 20h. Paraíso Ameaçado. De Domingos Sanca. Guiné-Bissau | Documentário | 54 min. O arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, é Reserva da Biosfera da UNESCO, reconhecido pela extraordinária riqueza da sua fauna e flora. Mas a descoberta de petróleo lança uma sombra sobre este equilíbrio raro. Através de duas personagens que acompanham, na rádio comunitária, um debate sobre o tema, o documentário dá voz às comunidades locais e às expectativas e receios que a exploração petrolífera desperta. Um retrato de um paraíso natural no momento em que o seu futuro se decide. 11 novembro: 21h. Origens e Descendentes. De Pedro Mba Ndong. Guiné Equatorial | Documentário | 53 min. Um professor lança aos seus alunos um desafio: descobrir as origens da própria etnia através da música. A partir daí, o documentário parte à procura das raízes da sociedade equato-guineense, moldada por séculos de migrações que reuniram no Golfo da Guiné seis povos distintos: fang, bubis, ndowe, annoboneses, bisios e fernandinos. 12 novembro: 20h. O Dia em que Explodiu Mabata Bata. De Sol de Carvalho. Moçambique | Ficção | 54 min. Adaptação de um conto de Mia Couto, falado em changana. Azarias é um jovem pastor órfão que sonha ir à escola. Guarda a manada do tio Raul, onde se destaca o boi Mabata Bata, parte do dote de um casamento próximo. Quando o boi pisa uma mina da guerra e explode, o rapaz foge para a floresta com medo das represálias. 12 novembro: 21h. A Casa. De Rui Simões. Portugal | Documentário | 54 min. Criada pelo Estado Novo para vigiar os estudantes vindos das colónias, a Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, acabou por se tornar decisiva nas lutas de independência. Por ali passaram futuros líderes dos movimentos de libertação, como Agostinho Neto e Amílcar Cabral. O documentário recupera as memórias dos que viveram a Casa, entrelaçando os seus testemunhos com excertos ficcionados de A Geração da Utopia, de Pepetela. A fascinante história de um lugar onde o propósito com que foi fundado se inverteu por completo. 13 novembro: 20h. Motxi Obô , A Morte da Floresta. De Ramusel Graça. São Tomé e Príncipe | Documentário | 52 min. “Motxi de Obô” significa “Morte da Floresta”. A floresta equatorial de São Tomé foi classificada como uma das mais importantes de África para as aves e guarda centenas de plantas medicinais. Mas a exploração desregrada ameaça-a lentamente. 13 novembro: 21h. A Criança Roubada. De Lurdes Pires. Timor-Leste | Documentário | 54 min. Durante a ocupação de Timor-Leste, milhares de crianças foram levadas do país. Em 1978, aos oito anos, José sobreviveu a um bombardeamento que matou os seus familiares e foi levado para a Indonésia. Décadas depois, reencontrado pela família, prepara-se para regressar com a mulher, Sri. Dado por morto, foi «libertado» numa cerimónia animista. Para voltar a pertencer ao mundo dos vivos, terá de passar por outro ritual. Entre duas nações, duas religiões e duas famílias, o filme faz do reencontro uma reflexão sobre reconciliação e perdão. Entrada gratuita, sujeita à lotação da sala. gratuito.