Um antigo delegado da Cruz Vermelha revive obsessivamente o dia em que visitou um campo de concentração disfarçado de “cidade normal”, procurando na memória um sinal que não conseguiu reconhecer a tempo. Paralelamente, assiste-se à construção meticulosa dessa farsa por um comandante nazi, auxiliado por Gottfried, um prisioneiro judeu forçado a colaborar na encenação. Entre manipulação, medo e criação, instala-se um inquietante jogo teatral onde representar significa continuar vivo , e falhar pode ser embarcar no próximo “comboio a caminho do céu”. Récitas com audiodescrição a 9 e 11 de outubro; e com língua gestual portuguesa a 4 de outubro. Inserido no Passe Cultural - apenas disponível na bilheteira do teatro. Ficha técnica: A partir de texto de Juan Mayorga. Conceção artística e projeto de Rita Cabaço; com Nídia Roque, Paulo Pinto, Tânia Alves e 10 pessoas da comunidade local.