A primeira exposição individual de Raquel Amorim parte de uma questão contemporânea que nos persegue: até que ponto podemos confiar naquilo que vemos? Nas suas obras, a luz não é projetada do exterior. Emana de cada peça e atravessa planos, arestas e esquinas, projetando-se no espaço em redor. Observá-la é uma experiência física: a cor toca as paredes, o brilho altera-se com a distância, e o corpo de quem olha passa a fazer parte daquilo que vê. Por isso não existe um ponto de vista privilegiado. O que se revela depende do lugar onde cada um está, e basta um passo para que a forma que parecia definida se transforme num novo corpo vivo. A exposição foi concebida como um percurso. O espaço fragmenta-se e as obras surgem progressivamente, pedindo a quem o atravessa que se aproxime, contorne e mude de posição. Não há uma única forma de percorrer Where Light Allows . Cada olhar constrói a sua própria experiência, fazendo da visita, uma viagem singular. Segunda a domingo, das 11h às 19h. gratuito.