Júlio Pomar regressa ao olhar do público numa exposição que assinala o centenário do seu nascimento. Patente no Panteão Nacional, Equus reúne obras da Coleção da Caixa Geral de Depósitos dedicadas a uma das figuras mais marcantes da produção do artista: o cavalo. Com curadoria de Santiago Macias e Isabel Inácio, a mostra percorre diferentes momentos da carreira de Pomar, desde D. Quixote (1959) às expressivas Tauromaquias da década de 1960 e ao monumental tríptico Tropel (1989), revelando a evolução da sua linguagem plástica e da intensidade cromática que caracteriza a sua obra. Instaladas no interior da Igreja de Santa Engrácia, onde a acústica singular prolonga o eco durante vários segundos, estas pinturas e desenhos estabelecem um diálogo com a monumentalidade do espaço. Longe da mitologia, os cavalos de Júlio Pomar surgem como corpos vivos, terrenos e poderosos, símbolos de movimento, energia e liberdade, numa exposição que presta homenagem a um dos maiores nomes da arte portuguesa do século XX. ARV. Terça a domingo, das 10h às 18h. Ficha técnica: Curadoria de Santiago Macias e Isabel Inácio.