Halloween Eve

Sexta-feira, 30 de outubro

Casa Capitão, Lisboa

As culturas ancestrais celtas acreditavam que, no período de transição do fim das colheitas para o inverno, a fronteira entre o mundo dos vivos e o dos mortos se esbatia. Fogueiras, máscaras e ritos ajudavam a afastar os espíritos. Depois, o calendário cristão acrescentou o Dia de Todos os Santos, sendo a véspera denominada em inglês “All Hallows’ Eve”; esta expressão deu origem à palavra ‘Halloween’. Entretanto, o mundo continuou a dar voltas. Sucessivas vagas de imigração de irlandeses e escoceses levaram a tradição para os EUA, e a mesma foi devolvida à velha Europa em versão transfigurada, por via de Hollywood. Por tudo isto, faz sentido juntar às abóboras e à “doçura ou travessura” uma banda sonora à escala global, atravessando ambientes de fantasia e suspense. A Odisseia de Homero inspirou Robert W. Smith. Andrew Boysen Jr. vagueou por enredos cinematográficos numa pequena sinfonia. John Mackey recuperou o imaginário japonês dos tsukumogami ; objetos que adquirem espírito e vida própria. Este concerto de véspera do Halloween termina em Viena, com uma valsa endiabrada que desafia a clássica irreverência dos jovens músicos da Escola Profissional da Metropolitana. Programa. R. W. Smith Ithaca , 4.º and. da Sinfonia N.º 2, A Odisseia. A. Boysen Jr. Sinfonia N.º 4. J. Mackey Objetos Assombrados ( Tsukumogami ). J. Hellmesberger Jr. Dança Diabólica (transcr. T. Takahashi). Ficha técnica: João Malha - maestro.

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